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sábado, 20 de julho de 2013

Telmo em terra brasilis

Em muitos lugares, nos lares da terra brasilis Telmo sempre os relembrava em memória ou in loco. Ali estando, Telmo sempre gritava uma dor por tudo o que não mais lá estava e uma flor e fruto na esperança de outras pessoas amar, outros recantos agora que amava, o que haveria de amar se um dia propício houvesse para ou o que passou bem perto e nem notara que já era amor, mas que tardara a ser encontro e a esperança ainda envolta num manto de êxtase pelo lugar onde a energia que deixara o tempo agora dilacera. E Telmo gritava: sou feliz com meu pranto, pois sou poeta e o que canto agora não é lamento é encanto, encantamento por saber que sou verdadeiro, sinto, logo existo, percebo, reajo e sou vivo e a dor rapidamente desaparece, pois meu universo está entrelaçado, dependente dos seres dos quais um dia eu me dividi. Do mar de Floripa ao rio Potengi, de onde escorre o Juruá ao rio Jacuí; ser brasileiro é ser uma diversidade de leitos, somos as águas nas quais nos banhamos. Sejas tu como a maré, como as enchentes, o Brasil é a nascente da beleza de relação com a Natureza que os humanos deverão seguir no porvir.

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