Páginas

sábado, 20 de julho de 2013

O fim das culpas e a auto realização (Em homenagem a Abraham Maslow)

Culpas que carrego comigo
Que escrevo, mas não reprimo.
Culpas de tempos em que eu ainda não era.
Culpas que a existência te exige a pagar
Antes de mesmo de dever.
Pecados que não tens
E que a arte ajuda a apagar
Culpas que conquistastes por temer.
Espontaneidades que tens que permitir
Para que sejas especial nas aprendizagens que colheste.
Desapegar-se de idéias que não te pertencem,
De qualquer materialidade que te oprima.
Relações mais satisfatórias
Consigo e com o mundo há de ter.
A culpa que sai de ti
É aquela que não se dá ao outro.
O preço imposto pelo Grande Outro é irreal demais para se arcar.
Vantagens mesmo o mundo te trará
Nas experiências místicas; culminantes.
Um viver mais intenso, profundo; humano.
Sem medos, sem outros ais.
Retire de ti o mais que puder o ego
E nos problemas deverás te centrar.
Compreendas que o que és
São apenas superfícies de uma borda ilusória.
Perder-se nas realidades relacionais,
Levando consigo um projeto de individualidade.
Ser e estar enquanto verbos diferenciados.
Um recomeçar resiliente, melancólico também.
Um pouco de partícula ficará da onda,
Da obra em ouro do ser auto realizador.

Nenhum comentário:

Postar um comentário