Deixe ter lugar agora o silêncio,
Nele mora o eco de muitas faces queridas.
Deixe o escuro da noite
Nela brilha a voz doce dos seres
Que o cabelo um dia afagou.
A mão suave do amigo
Que de longe a lágrima ainda pode enxugar.
Mesmo que somente o telefone lembre o cheiro
O passo suave, o piso nobre;
Por onde um dia caminhou lado a lado, compassado!
Deixe um apelido, um nome evidente em teu pensar.
Como marés ou flores, nos mares, nos bosques de tua mente.
Do temor pelas futuras conquistas
Nestes altares há de te reconfortar.
Deixe os bons momentos vividos
Que te levem para diferentes lugares
Ao encontrar outros amores
Mais espaço dentro de ti
Terás de criar, rodando o mundo mais e mais.
Deixe de ti um pouco
Pois no fim é certo:
No que deixares algo novo irá brotar!
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