Nossa idéia de como a mente funciona e sua origem orgânica no cérebro data de tempos muito remotos. Todos nós temos de certa forma uma psicologia intuitiva, ou seja, temos uam maneira de intuir sobre pensamentos, emoções, sentimentos e prever ações tanto de nós próprios quanto de outros, no que chamamos de “Teoria da Mente”. Nem sempre aquilo que nós pretendemos ser esta de acordo com o que somos, em um processo denominado “dissonância cognitiva” (Gazzaniga e Heatherton, 2005). Em neurociências temos um jargão que dizemos sobre a mente: existem ao menos três tipos de mentes que lutam o tempo todo dentro de nós para ser a mais relevante, aquilo que nós pensamos ser, aquilo que nós gostaríamos de ser e aquilo que nós realmente somos.
Para ilustrar estes processos basta pensarmos que colocamos a mão em nossas cabeças na fronte quando precisamos tomar uma decisão, exatamente o local do córtex pré-frontal, área de tomada de decisões, de planejamento, o cérebro executivo. Outra maneira de ilustrar a questão vem dos homens do neolítico. Um crânio humano submetido a uma trepanação (orifícios e perfurações na caixa craniana) encontrado na Dinamarca e datando de 7000 a.C. indica que os povos do neolítico já sabiam de alguma forma a existência e importância do cérebro para a fisiologia e o comportamento humano, este crânio apresentava as bordas do orifício cicatrizadas o que indica que o indivíduo sobreviveu muitos anos após a cirurgia (Clower e Finger, 2001). No “Papiro cirúrgico de Edwin Smith” escrito no Egito antigo, Século XVII a.C. temos anotações sobre 30 casos clínicos de traumas cranioencefálicos e medulares relacionando lesões cerebrais a disfunções de diversas partes do corpo ou ainda mudanças de comportamento e humor como hemiplegias, paralisias, incontinências urinárias (Finger, 1994).
A neurociência tem reforçado a idéia inicialmente proposta por Hipócrates (460-379 a.C.) de que o estudo adequado da mente começa pelo entendimento de como o cérebro funciona, segundo Hipócrates (2003):
"Deveria ser sabido que ele é a fonte do nosso prazer, alegria, riso e diversão, assim como nosso pesar, dor, ansiedade e lágrimas, e nenhum outro que não o cérebro. É especificamente o órgão que nos habilita a pensar, ver e ouvir, a distingüir o feio do belo, o mau do bom, o prazer do desprazer. É o cérebro também que é a sede da loucura e do delírio, dos medos e sustos que nos tomam, muitas vezes à noite, mas ás vezes também de dia; é onde jaz a causa da insônia e do sonambulismo, dos pensamentos que não ocorrerão, deveres esquecidos e excentricidades."
Aristóteles divergiu erroneamente deste ponto de vista, afirmando que o coração era a sede da mente e que o cérebro funcionava apenas como um refrigerador para o sangue (Teoria do Radiador). No final ele afirmava que ao menos as emoções teriam sua fonte no coração, de onde deriva o símbolo do amor um coração, que na realidade é ativado em sua função simpática pelo nervo Vago, nervo que controle as vísceras e é ativado por núcleos no encéfalo.
Galeno (130 – 200 d.C.) e posteriormente Nemésio (320 d. C.) desenvolveram a idéia de que os ventrículos seriam os responsáveis pelas operações mentais, da sensação à memorização e durante toda a idade média a noção de que nos ventrículos circulavam os espíritos, favorecidos pela igreja católica, predominou no Renascimento até a idéia apresentada posteriormente de um modelo hidráulico para o funcionamento da mente, desenvolvida por Descartes, que acreditava que o “espírito animal” fluía pelo corpo a ativar e regular o comportamento e as ações, e a ausência ou pouca atividade dos espíritos poderiam induzir ao sono. Apenas nos séculos XIX, com a elucidação da Teoria Celular por Theodor Schwann e os trabalhos pioneiros de coloração e descrição das células nervosas, respectivamente, por Camilo Golgi e Santiago Ramón y Cajal é que foi possível uma idéia mais acurada sobre a estruturação e o funcionamento do tecido nervoso (Finger, 1994).
Ainda no século XIX, a escola Frenologista (freno do latin significa alma) começa a ganhar destaque no entendimento do sistema nervoso, principalmente pelas correlações feitas entre lesões no cérebro e problemas relacionados ao aprendizado, ao comportamento e memória. A escola frenologista realizava medições no crânio em busca de respostas para o funcionamento do cérebro, mas foi longe demais ao validar preconceitos raciais e de gênero, necessários para dar fôlego a indústria escravagista e a supremacia masculina caucasóide da época (Gould, 1991). Foi desenvolvido um mapa cognitivo do cérebro e uma máquina frenológica, que mensurava a atividade encefálica.
Mas como em realidade funciona o cérebro e de forma conseqüente, a mente? Uma primeira abordagem veio dos primeiros mecanismos de computação, e as idéias de uma mente-esponja e uma mente-computador foram utilizadas até meados do século XX, e ainda hoje se faz analogias entre computadores e cérebros. Será que é uma boa analogia? Diferentemente das máquinas de computar, nossos processadores biológicos são ao mesmo tempo seqüenciais e paralelos, e, com exceção de algumas áreas da memória, não processamos informações em matrizes binárias do tipo 0-1. Além disso, nossas mentes podem criar coisas que não existem no mundo real, computadores só podem criar coisas pelas quais foram programados para. A mente pensa, cria e imagina, os computadores são apenas executores de uma tarefa.
Posteriormente, em 1992, Leda Cosmides e John Tooby desenvolveram uma noção bastante diferente de como a mente funciona, eles fizeram analogia com um canivete Suíço, a partir de determinados problemas que o organismo enfrentava eles poderiam sacar de ferramentas específicas contidas no canivete para resolução do dado problema (Cosmides e Tooby, 1992). A mente do tipo canivete Suíço foi uma variação da concepção de mente muito em voga na década de 1980, que era a mente modular. Neste modelo, a mente apresentava entradas sensoriais, áreas de memória e percepção, e saídas motoras, subdivididas em módulos com funções bastante específicas, uma variação do funcionamento da mente frenologista bastante aceita ainda hoje.
Em seu livro “A pré-história da mente: uma busca das origens da arte, da religião e da ciência”, Steven Mithen faz um relato arqueológico do funcionamento da mente, avaliando as origens evolutivas do cérebro humano, suas adaptações e modificações e nos conduzindo a uma busca sobre como pensamos sobre a mente (Mithen, 2002). Este trabalho aponta para uma mente do tipo “capela”. O modelo se baseia nas catedrais romanescas que apresentavam uma grande nave principal, e pequenas naves laterais. A nave central seria uma nave das faculdades, habilidades e inteligências gerais e as naves menores, laterais, seriam as inteligências especializadas do cérebro. À medida que o organismo se desenvolve e é exposto a experiências e aprendizagens e com base na sua constituição herdada estas inteligências, habilidades e faculdades se desenvolveriam ocupando os espaços da inteligência geral, produzindo uma supercapela, denominado “módulo da meta-representação” (Mithen, 2002).
Um breve relato sobre a história das neurociências, para que o leitor tenha um referencial básico e possa se aprofundar nas ideias e no desenvolvimento desta fascinante área do conhecimento humano.
REFERÊNCIAS:
CLOWER, W.T.; FINGER S. Discovering trepanation: the contribution of Paul Broca. Neurosurgery 49(6):1417-25, 2001.
COSMIDES, Leda & Tooby, John. Cognitive adaptations for social exchange. In: BARKOW, J. H., COSMIDES, L., TOOBY, J. The adapted mind. New York: Oxford University Press, 1992. p.163-280.
DAMÁSIO, António. Em busca de Espinosa: prazer e dor na ciência dos sentimentos. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
FINGER, Stanley. Origins of Neuroscience: a History of explorations into Brain Function. New York, Oxford University Press, 1994.
GARDNER, Howard. Frames of Mind: The Theory of Multiple Intelligences. New York: Basic Books, 1993.
GAZZANIGA S. Michael. & HEATHERTON, Tead. F. Ciência Psicológica: mente, cérebro e comportamento. 2ª imp. rev. Porto Alegre: ArtMed, 2005.
GOULD, Stepen J. A falsa medida do homem. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
HIPOCRATES. Aforismos. São Paulo: Martin Claret, 2003.
MITHEN, Steven. A pré-história da mente: uma busca das origens da arte, religião e da ciência. São Paulo: Editora UNESP, 2002.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
sábado, 20 de julho de 2013
Telmo em terra brasilis
Em muitos lugares, nos lares da terra brasilis Telmo sempre os relembrava em memória ou in loco. Ali estando, Telmo sempre gritava uma dor por tudo o que não mais lá estava e uma flor e fruto na esperança de outras pessoas amar, outros recantos agora que amava, o que haveria de amar se um dia propício houvesse para ou o que passou bem perto e nem notara que já era amor, mas que tardara a ser encontro e a esperança ainda envolta num manto de êxtase pelo lugar onde a energia que deixara o tempo agora dilacera. E Telmo gritava: sou feliz com meu pranto, pois sou poeta e o que canto agora não é lamento é encanto, encantamento por saber que sou verdadeiro, sinto, logo existo, percebo, reajo e sou vivo e a dor rapidamente desaparece, pois meu universo está entrelaçado, dependente dos seres dos quais um dia eu me dividi. Do mar de Floripa ao rio Potengi, de onde escorre o Juruá ao rio Jacuí; ser brasileiro é ser uma diversidade de leitos, somos as águas nas quais nos banhamos. Sejas tu como a maré, como as enchentes, o Brasil é a nascente da beleza de relação com a Natureza que os humanos deverão seguir no porvir.
Deixando
Deixe ter lugar agora o silêncio,
Nele mora o eco de muitas faces queridas.
Deixe o escuro da noite
Nela brilha a voz doce dos seres
Que o cabelo um dia afagou.
A mão suave do amigo
Que de longe a lágrima ainda pode enxugar.
Mesmo que somente o telefone lembre o cheiro
O passo suave, o piso nobre;
Por onde um dia caminhou lado a lado, compassado!
Deixe um apelido, um nome evidente em teu pensar.
Como marés ou flores, nos mares, nos bosques de tua mente.
Do temor pelas futuras conquistas
Nestes altares há de te reconfortar.
Deixe os bons momentos vividos
Que te levem para diferentes lugares
Ao encontrar outros amores
Mais espaço dentro de ti
Terás de criar, rodando o mundo mais e mais.
Deixe de ti um pouco
Pois no fim é certo:
No que deixares algo novo irá brotar!
Nele mora o eco de muitas faces queridas.
Deixe o escuro da noite
Nela brilha a voz doce dos seres
Que o cabelo um dia afagou.
A mão suave do amigo
Que de longe a lágrima ainda pode enxugar.
Mesmo que somente o telefone lembre o cheiro
O passo suave, o piso nobre;
Por onde um dia caminhou lado a lado, compassado!
Deixe um apelido, um nome evidente em teu pensar.
Como marés ou flores, nos mares, nos bosques de tua mente.
Do temor pelas futuras conquistas
Nestes altares há de te reconfortar.
Deixe os bons momentos vividos
Que te levem para diferentes lugares
Ao encontrar outros amores
Mais espaço dentro de ti
Terás de criar, rodando o mundo mais e mais.
Deixe de ti um pouco
Pois no fim é certo:
No que deixares algo novo irá brotar!
A NATUREZA, Prefácio de Goethe no livro sobre Taxonomia, de Ernest Haeckel)
A natureza! Cerca-nos e coleia-nos por toda parte; a nós somos igualmente impotentes, quer para fugir ao seu abraço, quer para conhecer a intimidade do seu seio. Sem nos consultar, sem aviso prévio, arrasta-nos na sua ronda eterna, seguindo o seu curso e abandonando-nos quando desfalecidos pela fadiga.
Cria incessantemente formas novas; o que existe não existia; o que foi nunca mais será; tudo é novo sem deixar de ser velho.
Parece haver disposto tudo para o individualismo; mas não cuida do indivíduo. Constrói sempre; destrói incessantemente e ninguém lhe conhece oficinas.
Exterioriza-se pelos seus filhos; mas onde está a mãe?Artista, sem rivais, vai da matéria mais simples até aos mais variados contrastes; atinge sem esforço a perfeição suprema; com um trabalho suave produz o finito mais bem acabado. Cada obra sua tem um caráter próprio; cada fenômeno exprime uma ideia original, mas em todas as suas criações se acentua a unidade.
Há nela vida, fim e movimento eterno; mas não avança. Metamorfoseia-se incessantemente; não pára; não tem idéias. È inabalável; o seu andar compassado; raras as suas exceções, imutáveis as suas leis.
Deixa a cada filho o encargo de a remodelar; a cada estulto criticá-la ou passar por ela sem a ver. Tudo a satisfaz e em toda parte reave o seu salário.
Mesmo resistindo-se-lhe, obedece-se às suas leis, ajudando-a até quando se contraria. Tudo o que faz é pelo melhor, porque é necessário cada um dos seus atos; faz-se esperar para ser desejada; foge para não se sentir o fastio da saciedade.
Ignora as línguas e as palavras; mas cria línguas e corações pelos quais fala e sente. O amor é sua coroa; só pelo amor nos chegamos a ela. Conjuga tudo, mesmo deixando lacuna entre os seres. Isolou para reunir. Aos seus olhos, alguns goles bebidos na taça do amor compensam suficientemente uma vida inteira de trabalho.
È tudo. Recompensa-se e castiga-se a si mesma; satisfaz sua alegria e sua dor. È severa e indulgente, amável e terrível, impotente e onipotente ao mesmo tempo. Abrange tudo. Não tem passado nem futuro; o presente para ela é eterno. É boa. Louvo-a em todas as suas obras. É prudente e tranqüila. Esclarece e presenteia do melhor grado. É astuciosa com bons fins; mas vale a pena cuidar da sua astúcia. É sempre incompleta, embora seja tudo. O que faz pôde sempre fazê-lo. Tem para cada um uma forma especial. Disfarça-se com mil nomes, mil denominações e é sempre a mesma.
Foi ela que me pôs no mundo; é ela que me fará sair dele. Fio-me nela. Pode dispor de mim; porque nunca odiará a sua obra. Não fui eu que falei dela; ela fez a verdade e a mentira. Sobre ela recaem as faltas e as virtudes.
Goethe, 1780.
Cria incessantemente formas novas; o que existe não existia; o que foi nunca mais será; tudo é novo sem deixar de ser velho.
Parece haver disposto tudo para o individualismo; mas não cuida do indivíduo. Constrói sempre; destrói incessantemente e ninguém lhe conhece oficinas.
Exterioriza-se pelos seus filhos; mas onde está a mãe?Artista, sem rivais, vai da matéria mais simples até aos mais variados contrastes; atinge sem esforço a perfeição suprema; com um trabalho suave produz o finito mais bem acabado. Cada obra sua tem um caráter próprio; cada fenômeno exprime uma ideia original, mas em todas as suas criações se acentua a unidade.
Há nela vida, fim e movimento eterno; mas não avança. Metamorfoseia-se incessantemente; não pára; não tem idéias. È inabalável; o seu andar compassado; raras as suas exceções, imutáveis as suas leis.
Deixa a cada filho o encargo de a remodelar; a cada estulto criticá-la ou passar por ela sem a ver. Tudo a satisfaz e em toda parte reave o seu salário.
Mesmo resistindo-se-lhe, obedece-se às suas leis, ajudando-a até quando se contraria. Tudo o que faz é pelo melhor, porque é necessário cada um dos seus atos; faz-se esperar para ser desejada; foge para não se sentir o fastio da saciedade.
Ignora as línguas e as palavras; mas cria línguas e corações pelos quais fala e sente. O amor é sua coroa; só pelo amor nos chegamos a ela. Conjuga tudo, mesmo deixando lacuna entre os seres. Isolou para reunir. Aos seus olhos, alguns goles bebidos na taça do amor compensam suficientemente uma vida inteira de trabalho.
È tudo. Recompensa-se e castiga-se a si mesma; satisfaz sua alegria e sua dor. È severa e indulgente, amável e terrível, impotente e onipotente ao mesmo tempo. Abrange tudo. Não tem passado nem futuro; o presente para ela é eterno. É boa. Louvo-a em todas as suas obras. É prudente e tranqüila. Esclarece e presenteia do melhor grado. É astuciosa com bons fins; mas vale a pena cuidar da sua astúcia. É sempre incompleta, embora seja tudo. O que faz pôde sempre fazê-lo. Tem para cada um uma forma especial. Disfarça-se com mil nomes, mil denominações e é sempre a mesma.
Foi ela que me pôs no mundo; é ela que me fará sair dele. Fio-me nela. Pode dispor de mim; porque nunca odiará a sua obra. Não fui eu que falei dela; ela fez a verdade e a mentira. Sobre ela recaem as faltas e as virtudes.
Goethe, 1780.
O fim das culpas e a auto realização (Em homenagem a Abraham Maslow)
Culpas que carrego comigo
Que escrevo, mas não reprimo.
Culpas de tempos em que eu ainda não era.
Culpas que a existência te exige a pagar
Antes de mesmo de dever.
Pecados que não tens
E que a arte ajuda a apagar
Culpas que conquistastes por temer.
Espontaneidades que tens que permitir
Para que sejas especial nas aprendizagens que colheste.
Desapegar-se de idéias que não te pertencem,
De qualquer materialidade que te oprima.
Relações mais satisfatórias
Consigo e com o mundo há de ter.
A culpa que sai de ti
É aquela que não se dá ao outro.
O preço imposto pelo Grande Outro é irreal demais para se arcar.
Vantagens mesmo o mundo te trará
Nas experiências místicas; culminantes.
Um viver mais intenso, profundo; humano.
Sem medos, sem outros ais.
Retire de ti o mais que puder o ego
E nos problemas deverás te centrar.
Compreendas que o que és
São apenas superfícies de uma borda ilusória.
Perder-se nas realidades relacionais,
Levando consigo um projeto de individualidade.
Ser e estar enquanto verbos diferenciados.
Um recomeçar resiliente, melancólico também.
Um pouco de partícula ficará da onda,
Da obra em ouro do ser auto realizador.
O Amor Romântico
Amar é verbo interno; da mente!
Escolhemos; deliberado.
Amor aumenta a potência
Do humano, de toda a gente.
Quando se ama com,
As coisas são diferentes:
Já não temos mais as bordas,
Ilusórias, intransigentes.
O amor romântico é anárquico;
Como é múltiplo, não se importa.
E na reprodução de todo ser,
Energias pulsantes suporta.
É amor de sedução,
No desejo sua virtude.
Tesão sem limites,
Hedônico; de atitude.
É o amor ideológico,
É em mim como reminiscência.
Mas sempre diverso,
Tal sua essência.
O amor romântico é concreto;
Quando a ilusão do fim se afirma,
Quase sem corpo,
Se firma olhando o teto.
Escolhemos; deliberado.
Amor aumenta a potência
Do humano, de toda a gente.
Quando se ama com,
As coisas são diferentes:
Já não temos mais as bordas,
Ilusórias, intransigentes.
O amor romântico é anárquico;
Como é múltiplo, não se importa.
E na reprodução de todo ser,
Energias pulsantes suporta.
É amor de sedução,
No desejo sua virtude.
Tesão sem limites,
Hedônico; de atitude.
É o amor ideológico,
É em mim como reminiscência.
Mas sempre diverso,
Tal sua essência.
O amor romântico é concreto;
Quando a ilusão do fim se afirma,
Quase sem corpo,
Se firma olhando o teto.
A Arte de Ser Humano
A palavra artista não tem sexo,
Nem a arte de fazer pão.
A arte são todas as cores,
A música todos os sons.
A poesia é a disciplina
De colocar as palavras em tons.
O artista comunica
Assim um pouco incomum!
Faz da luz um sentimento,
Da dor uma ilusão.
O artista não se forma;
Só não desiste de absorver.
Descarrega seu mundo interno
Em um ato de conceber.
No teatro, na cozinha, no jardim,
O universo e seus mistérios é o fim.
Plantar o grão, tarrafear o peixe.
Com a Internet na mão
Informar a todos os seres
De como viver em comunhão.
Evolui em cada obra;
Novidades têm de sobra.
O amar com arte está em toda a parte;
Na poesia dos Vedas,
Na roupa tecida pelo humilde artesão.
Identificável em qualquer ofício,
Nasceu do sopro primordial de Bhraman!
Na natureza; artista mãe,
Paisagens são inspirações, rios sua própria face.
E no caos desorganizador da arte,
A humanidade reorganiza seu destino.
Nem a arte de fazer pão.
A arte são todas as cores,
A música todos os sons.
A poesia é a disciplina
De colocar as palavras em tons.
O artista comunica
Assim um pouco incomum!
Faz da luz um sentimento,
Da dor uma ilusão.
O artista não se forma;
Só não desiste de absorver.
Descarrega seu mundo interno
Em um ato de conceber.
No teatro, na cozinha, no jardim,
O universo e seus mistérios é o fim.
Plantar o grão, tarrafear o peixe.
Com a Internet na mão
Informar a todos os seres
De como viver em comunhão.
Evolui em cada obra;
Novidades têm de sobra.
O amar com arte está em toda a parte;
Na poesia dos Vedas,
Na roupa tecida pelo humilde artesão.
Identificável em qualquer ofício,
Nasceu do sopro primordial de Bhraman!
Na natureza; artista mãe,
Paisagens são inspirações, rios sua própria face.
E no caos desorganizador da arte,
A humanidade reorganiza seu destino.
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